segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vamos valorizar nosso professores

Analisando o ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, divulgado nesta segunda-feira, pude perceber que o cenário em que as escolas particulares figuram como superiores às públicas pode mudar. Evidentemente será um trabalho árduo. Entre as mil piores escolas do Brasil, 97,8% são estaduais. Mas por que então o Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp-Uerj) aparece como 17º colocado em todo o país? Qual o segredo para que essa instituição tenha ficado à frente de muitas escolas particulares conceituadas?

Outro exemplo a ser seguido é a Escola Municipal João de Deus, na Penha, que foi a primeira colocada entre todas as escolas do Estado do Rio, inclusive as particulares, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), para alunos do primeiro segmento (1º ao 5º ano).

O que essas escolas públicas teriam em comum para estar tão à frente das demais? Talvez a valorização do trabalho do professor tenha sido o primeiro passo na obtenção desses resultados. Um professor valorizado, mesmo com os poucos recursos oferecidos pelas instituições, atua motivado, tem comprometimento com o trabalho desenvolvido e, consequentemente, conquista os seus alunos. Na verdade, acredito que o grande pilar que sustenta a boa educação é o envolvimento, a parceria entre os professores, os alunos e os pais no dia a dia da escola.

Vamos pensar nisso! Vamos cobrar para que os próximos governantes transformem o ensino público e que todas as escolas se transformem num CAp-Uerj ou numa Escola Municipal João de Deus. Chegar lá pode não ser tão fácil, mas é possível! Afinal, já sabemos que melhorias no sistema educacional são o primeiro passo contra o desemprego.

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