terça-feira, 27 de julho de 2010

Avanços na gestão do lixo urbano

Duas notícias divulgadas recentemente me deixaram bastante otimista e me deram ainda mais ânimo para implementar o Projeto Ação Sustentável, caso seja realmente eleito deputado federal: a aprovação do Plano Nacional de Resíduos sólidos (PNRS) e a adesão dos condomínios fluminenses ao Projeto de Coleta Seletiva Solidária, lançado há um ano pela Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro.

Depois de 21 anos em tramitação na Câmara dos Deputados, o PNRS foi aprovado pelo Senado e aguarda agora a sanção do Presidente Lula para virar lei. A medida vai preencher a ausência completa de regras para o tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente pelas cidades brasileiras e, em sintonia com o Projeto de Coleta Seletiva Solidária, vai contribuir muito para o andamento de projetos na área de meio ambiente, no Rio de Janeiro.

Ainda em relação ao PNRS, considero dois aspectos os mais relevantes: o incentivo à reciclagem, já que a lei prevê que esse trabalho seja feito por cooperativas de catadores; e a responsabilidade compartilhada, que envolve toda a sociedade na questão do lixo. Pela responsabilidade compartilhada, as pessoas devem acondicionar de forma adequada seu lixo, o que inclui a separação onde há coleta seletiva. A Lei do Município 3.273/71 prevê punição para quem não cumpre as regras de destinação do lixo, mas é raríssimo ter notícia de sua aplicação. Esse é um ponto que temos que mudar!

Outra questão importante do PNRS é a logística reversa, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas e os responsabilizam pela coleta, reaproveitamento ou destinação final de produtos descartados.

Já a Coleta Seletiva Solidária, que envolve gestores públicos municipais, escolas estaduais, catadores e órgãos públicos estaduais e, a partir de agora, condomínios, prevê o encaminhamento de todo o material reciclável doméstico às cooperativas. O objetivo é, de imediato, reduzir em 40% a quantidade de lixo despejado nos vazadouros mas, para isso, é necessário fazer um trabalho de conscientização com síndicos, zeladores e os demais envolvidos no dia a dia dos edifícios.

Esse é o caminho! Essas duas iniciativas marcam um importante avanço na gestão do lixo urbano: vão favorecer a cadeia de reciclagem, gerar renda e, o mais importante, trazer benefícios para o meio ambiente. Além do mais, reciclar o lixo ou transformá-lo em energia posiciona o nosso Brasil em condições favoráveis de competitividade perante os países desenvolvidos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vamos valorizar nosso professores

Analisando o ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, divulgado nesta segunda-feira, pude perceber que o cenário em que as escolas particulares figuram como superiores às públicas pode mudar. Evidentemente será um trabalho árduo. Entre as mil piores escolas do Brasil, 97,8% são estaduais. Mas por que então o Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp-Uerj) aparece como 17º colocado em todo o país? Qual o segredo para que essa instituição tenha ficado à frente de muitas escolas particulares conceituadas?

Outro exemplo a ser seguido é a Escola Municipal João de Deus, na Penha, que foi a primeira colocada entre todas as escolas do Estado do Rio, inclusive as particulares, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), para alunos do primeiro segmento (1º ao 5º ano).

O que essas escolas públicas teriam em comum para estar tão à frente das demais? Talvez a valorização do trabalho do professor tenha sido o primeiro passo na obtenção desses resultados. Um professor valorizado, mesmo com os poucos recursos oferecidos pelas instituições, atua motivado, tem comprometimento com o trabalho desenvolvido e, consequentemente, conquista os seus alunos. Na verdade, acredito que o grande pilar que sustenta a boa educação é o envolvimento, a parceria entre os professores, os alunos e os pais no dia a dia da escola.

Vamos pensar nisso! Vamos cobrar para que os próximos governantes transformem o ensino público e que todas as escolas se transformem num CAp-Uerj ou numa Escola Municipal João de Deus. Chegar lá pode não ser tão fácil, mas é possível! Afinal, já sabemos que melhorias no sistema educacional são o primeiro passo contra o desemprego.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A nova usina de incineração de lixo

Já sabemos que dar destino aos resíduos é um grande problema na nossa cidade, ou melhor no nosso País. Hoje, as grandes cidades não têm mais espaço para a criação de aterros sanitários, o que eu considero uma ótima notícia, já que esses aterros nunca resolveram os problemas relativos ao lixo, muito pelo contrário, facilitam, e muito, a contaminação do solo e da água. Já as pequenas cidades não têm estrutura e nem dinheiro para descartar os restos, sem contaminar o meio ambiente. Então, o que fazer?

Nosso País produz, por dia, quase 183 mil toneladas de lixo, uma quantidade suficiente para encher o estádio do Morumbi, em São Paulo. Desse total, 50% vão para os aterros sanitários; 21% vão para aterros controlados, 17% para os lixões e 12% não têm destino certo. Por dia, um morador do Rio de Janeiro, por exemplo, produz, sozinho, mais de um quilo de resíduos. Todo esse lixo se acumula e não recebe tratamento. A situação é crítica...

Pois parece que é diante de situações-limite como essa que surgem soluções inteligentes, como a usina de incineração de lixo, em planejamento pelo governo paulista, que deverá chegar ao Brasil até 2012. O custo desse empreendimento está orçado em R$320 milhões, mas a nova usina deverá reduzir o volume de lixo, emitir poucos poluentes e até gerar energia elétrica. Vamos torcer para dar certo! Pode ser uma boa solução.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Educação para combater o desemprego

O mundo moderno sofre mudanças constantemente, sobretudo no que diz respeito ao mercado de trabalho: profissões desaparecem, enquanto outras surgem. A sociedade deve acompanhar esse ritmo de transformações, porque cada vez mais as empresas investem em características que consideram "o diferencial". Algumas delas, por exemplo, são criatividade e versatilidade, pré-requisitos para o trabalhador moderno e competitivo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,3% em abril, inferior aos 7,6% apurados em março. É a menor taxa para o mês de abril desde 2002. Em abril de 2009 o desemprego ficou em 8,9%. A população desocupada, de 1,7 milhão, não variou na comparação mensal e recuou 16,4% em relação a abril do ano passado.

Por regiões, segundo o IBGE, em comparação a abril do ano passado, houve queda na taxa de desemprego de 2,5 pontos percentuais em São Paulo, de 1 ponto percentual em Belo Horizonte e de 0,9 ponto percentual no Rio de Janeiro. O número de trabalhadores com carteira assinada, de 10,1 milhões, não variou na comparação mensal e aumentou 7,5% em relação a abril do ano passado. Foram mais 704 mil empregos com carteira assinada.

Melhorias no sistema educacional são o primeiro passo contra o desemprego. Nas universidades devem ser produzidos os profissionais capacitados para o mercado. Porque, se por um lado, faltam empregos para a população, por outro há deficiência de mão-de-obra qualificada para as empresas. Já a tecnologia que traz benefícios, também gera problemas e é uma das principais causas do desemprego. Uma máquina substitui o trabalho de dezenas de pessoas. Numa agência bancária, por exemplo, a maior parte do sistema é informatizado, os clientes vão direto ao caixa eletrônico realizar os mais diversos serviços.

O investimento, portanto, deve ser também na requalificação profissional. Os profissionais que perdem seus postos de trabalho devem optar pelos treinamentos e reciclagens. Assim, poderão encontrar outra atividade e assumir uma nova vaga no concorrido e moderno mercado de trabalho. A recolocação depende de mudanças, melhorias e preparo, principalmente em outra área ou ramo de atividade.

Pense nisso!