Quando leio as notícias falando sobre o Hospital do Fundão, sobre a possibilidade de desabamento natural – ou intencional – de uma de suas alas, fico perplexo com a reação de algumas pessoas, que são favoráveis à extinção daquela área, hoje ameaçada. Talvez por ser um antigo morador da Ilha, sempre notei a importância de sua localização e o seu imenso potencial de atendimento hospitalar. E para que todos percebam a importância dessa unidade, falarei um pouco sobre ela.
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, fundado há 32 anos, pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, e está localizado na Ilha do Fundão. O prédio possui 110 mil metros quadrados, e são oferecidos, além de assistência à população, ensino qualificado e pesquisa científica. O hospital, aliás, é pioneiro em inovação tecnológica e pesquisa, sendo referência em diversos segmentos de ponta, como a terapia de células-tronco, a diagnóstico mamário, os transplantes e os tratamentos de doenças como a epilepsia, a asma de difícil controle e a doença pulmonar obstrutiva crônica.
A unidade concentra mais de 3.600 profissionais, entre professores, médicos, enfermeiros, pessoal administrativo e de apoio. Na equipe estão ainda cerca de 360 médicos residentes e dois mil estudantes de medicina. Cerca de 20 mil consultas ambulatoriais são realizadas mensalmente em suas 34 especialidades médicas, fora os serviços de nutrição, enfermagem, serviço social, fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia.
Algumas das especialidades médicas desenvolvem ambulatórios com programas especiais em outros locais da rede pública de saúde, destinados aos pacientes com quadros mais graves e de difícil tratamento, como AIDS, hipertensão arterial, diabetes, tuberculose, hanseníase e tabagismo.
Na área científica, o Hospital Clementino Fraga Filho é destaque em pesquisas pioneiras para evitar metástase de câncer de mama e várias outras na área de oncologia, além de pesquisas que visam atenuar crises de enfisema pulmonar, evitando, inclusive, o transplante de pulmão por meio da implantação de válvulas respiratórias unidirecionais.
Sabendo disso tudo, torna-se evidente a importância de não só mantermos o Hospital do Fundão, mas investirmos no seu potencial. Sempre priorizei não só a inauguração de novos centros de diferentes naturezas, mas também a manutenção e a conservação do que já nos deu grande contribuição no passado. Por isso repito, é preciso investir sim em melhorias no Hospital do Fundão, ou seja, é preciso recuperar as nossas referências e melhorar o atendimento à saúde da população.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Soltar balões é crime!!!!
É inadmissível que em pleno século XXI ainda tenhamos que nos deparar com incêndios causados por pessoas irresponsáveis, verdadeiros moleques, que insistem em soltar balões. As chamas provocadas por um único balão queimaram o equivalente a quatro campos de futebol, no alto do Morro dos Cabritos, na madrugada do último domingo, deixando estupefatos os moradores de Copacabana e da Lagoa, que assistiram, apavorados, ao fogo que consumia rapidamente aquela área, considerada de grande valor ambiental. Isso é lamentável! Felizmente não houve pessoas feridas, mas muitos animais silvetres morreram, e foram queimadas diversas espécies de Mata Atlântica, como sombreiros, aroeiras e ipês. O trabalho de reflorestamento é possível, mas vai levar anos...
Como biólogo e morador da cidade do Rio de Janeiro, estou de luto. Creio ser necessário, além de um trabalho intensivo de conscientização da população, que medidas severas sejam realmente tomadas contra esses levianos que insistem em soltar balões. A legislação já classifica como crime ambiental a fabricação, o transporte e a soltura de balões, e o artigo 42 da Lei 9605/98 prevê a detenção de um a três anos para que for pego. Porém, na prática, como a pena é curta e afiançável, ninguém vai para a cadeia. Na maioria dos casos, os condenados pagam cestas básicas ou prestam serviços comunitários.
Isso tem que mudar! Lugar de criminoso é na cadeia! No entanto, num primeiro momento, precisamos fazer a nossa parte para evitar tragédias como essa. Vamos fiscalizar e denunciar esses criminosos, para que sejam pegos antes que as desgraças aconteçam.
Como biólogo e morador da cidade do Rio de Janeiro, estou de luto. Creio ser necessário, além de um trabalho intensivo de conscientização da população, que medidas severas sejam realmente tomadas contra esses levianos que insistem em soltar balões. A legislação já classifica como crime ambiental a fabricação, o transporte e a soltura de balões, e o artigo 42 da Lei 9605/98 prevê a detenção de um a três anos para que for pego. Porém, na prática, como a pena é curta e afiançável, ninguém vai para a cadeia. Na maioria dos casos, os condenados pagam cestas básicas ou prestam serviços comunitários.
Isso tem que mudar! Lugar de criminoso é na cadeia! No entanto, num primeiro momento, precisamos fazer a nossa parte para evitar tragédias como essa. Vamos fiscalizar e denunciar esses criminosos, para que sejam pegos antes que as desgraças aconteçam.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Vamos monitorar os portais da transparência
Excelente iniciativa para a consolidação do nosso país como democracia, os portais da transparência precisam ser monitorados por nós cidadãos. De nada adianta veicular os gastos dos municípios mais populosos, dos estados e da União, se não tiver quem acesse e, principalmente, quem fiscalize essas contas.
Embora o Governo Federal e alguns dos municípios com população superior a 100 mil habitantes já tenha apresentado seus portais, pelo menos 20% das prefeituras ainda não se enquadraram à Lei da Transparência, sancionada em maio do ano passado. É uma minoria, mas que precisa ser punida, caso não cumpra a regra dentro do prazo estabelecido.
De início, é preciso que haja realmente transparência. É fundamental que os governos publiquem o que estão comprando, quando compraram, quanto custou, o nome dos fornecedores e, principalmente, se houve licitação. Sendo assim, o Brasil passará a ser o País mais transparente na divulgação dos seus gastos.
O primeiro passo já foi dado, agora, cabe a nós, cidadãos, monitorar esses portais e denunciar, junto à Controladoria Geral da União, eventuais irregularidades na prestação de contas. A corrupção é um mal que precisa ser combatido, afinal, dinheiro público é da nossa conta!
Embora o Governo Federal e alguns dos municípios com população superior a 100 mil habitantes já tenha apresentado seus portais, pelo menos 20% das prefeituras ainda não se enquadraram à Lei da Transparência, sancionada em maio do ano passado. É uma minoria, mas que precisa ser punida, caso não cumpra a regra dentro do prazo estabelecido.
De início, é preciso que haja realmente transparência. É fundamental que os governos publiquem o que estão comprando, quando compraram, quanto custou, o nome dos fornecedores e, principalmente, se houve licitação. Sendo assim, o Brasil passará a ser o País mais transparente na divulgação dos seus gastos.
O primeiro passo já foi dado, agora, cabe a nós, cidadãos, monitorar esses portais e denunciar, junto à Controladoria Geral da União, eventuais irregularidades na prestação de contas. A corrupção é um mal que precisa ser combatido, afinal, dinheiro público é da nossa conta!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A importância do diálogo
Muito tem se falado em políticas voltadas para a sociedade, em programas destinados às comunidades, em planos de governos, entre outras ações. Mas qual a percepção da presença do Estado na sociedade carioca? O que os moradores do Rio acham? Essas perguntas foram respondidas, recentemente, por uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) em parceria com o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), ambos da Fundação Getúlio Vargas.
Esse estudo representa um ponto de partida para a formulação de políticas públicas, uma maneira de o cidadão dialogar com o poder público, apontar o que está errado e apresentar suas vontades, suas dúvidas e seus anseios. Esta é uma bandeira que venho defendendo há muito tempo! Porém, de nada adianta conhecer o que pensa a população, se não houver ação por parte dos governantes.
O resultado dessa pesquisa mostra a maneira como a população carioca – moradores de diferentes áreas do Rio de Janeiro – enxerga a participação dos governos em suas comunidades. E esta percepção é crucial, justamente para evidenciar o que de fato está funcionando ou não. Penso que este resultado não pode ser apenas um estudo. É preciso que medidas sejam tomadas com base nos seus resultados. Essa é a única forma de mostrar aos moradores do Rio que o que dizem é importante e aproximá-los de questões envolvidas no nosso dia a dia, incentivando dessa forma o diálogo e cidadania.
Leia sobre o resultado da pesquisa em www.jimmypereira.com
Esse estudo representa um ponto de partida para a formulação de políticas públicas, uma maneira de o cidadão dialogar com o poder público, apontar o que está errado e apresentar suas vontades, suas dúvidas e seus anseios. Esta é uma bandeira que venho defendendo há muito tempo! Porém, de nada adianta conhecer o que pensa a população, se não houver ação por parte dos governantes.
O resultado dessa pesquisa mostra a maneira como a população carioca – moradores de diferentes áreas do Rio de Janeiro – enxerga a participação dos governos em suas comunidades. E esta percepção é crucial, justamente para evidenciar o que de fato está funcionando ou não. Penso que este resultado não pode ser apenas um estudo. É preciso que medidas sejam tomadas com base nos seus resultados. Essa é a única forma de mostrar aos moradores do Rio que o que dizem é importante e aproximá-los de questões envolvidas no nosso dia a dia, incentivando dessa forma o diálogo e cidadania.
Leia sobre o resultado da pesquisa em www.jimmypereira.com
terça-feira, 1 de junho de 2010
Transformando lixo em energia
Tenho notado que hoje o Estado do Rio de Janeiro, assim como outras regiões do país, passa por dois grandes problemas: a destinação do lixo e a escassez de energia elétrica. O crescimento da atividade industrial e do consumo gera, por um lado, aumento na produção de lixo e, por outro, o risco de falta de energia para atender a crescente demanda. No entanto, essas duas questões poderiam ser resolvidas com uma ação combinada: o aproveitamento de resíduos para a geração de quilowatts.
Vários países já adotam essa medida há anos e o Brasil possui um grande potencial para gerar energia elétrica a partir de resíduos sólidos. Essa medida poderia aumentar a atual oferta do país em 50 milhões de megawatt-hora por ano, o que representa mais de 15% do total atualmente disponível ou cerca de um quarto do que gera a usina hidrelétrica de Itaipu.
Reverter o lixo em energia seria uma solução não apenas econômica, mas também social. As vantagens seriam inúmeras, entre elas a diminuição dos aterros sanitários e lixões, menor produção de gases poluentes, menos risco ao meio ambiente e à saúde da população, mais economia e mais empregos. Estudos apontam que, com a implantação desse sistema, o Brasil poderia gerar uma receita em torno de R$ 9 bilhões por ano, valor que viria da conservação de energia, da venda de recicláveis e da comercialização de créditos nas emissões de gases evitadas, como o carbono o metano.
Por isso, amigos leitores, é preciso investir em iniciativas como essa. O Brasil é o país do futuro e sua energia também tem força para mudar a sociedade. Leia mais no meu site www.jimmypereira.com.
Vários países já adotam essa medida há anos e o Brasil possui um grande potencial para gerar energia elétrica a partir de resíduos sólidos. Essa medida poderia aumentar a atual oferta do país em 50 milhões de megawatt-hora por ano, o que representa mais de 15% do total atualmente disponível ou cerca de um quarto do que gera a usina hidrelétrica de Itaipu.
Reverter o lixo em energia seria uma solução não apenas econômica, mas também social. As vantagens seriam inúmeras, entre elas a diminuição dos aterros sanitários e lixões, menor produção de gases poluentes, menos risco ao meio ambiente e à saúde da população, mais economia e mais empregos. Estudos apontam que, com a implantação desse sistema, o Brasil poderia gerar uma receita em torno de R$ 9 bilhões por ano, valor que viria da conservação de energia, da venda de recicláveis e da comercialização de créditos nas emissões de gases evitadas, como o carbono o metano.
Por isso, amigos leitores, é preciso investir em iniciativas como essa. O Brasil é o país do futuro e sua energia também tem força para mudar a sociedade. Leia mais no meu site www.jimmypereira.com.
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